15:03 quarta-feira, 22 novembro , 2017
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Danos com a seca no Noroeste de Minas já somam R$ 923,6 milhões

Danos com a seca no Noroeste de Minas já somam R$ 923,6 milhões

Na região Noroeste de Minas Gerais, os prejuízos causados pela seca em 2017 estão estimados em R$ 923,6 milhões. A escassez tem prejudicado severamente a agricultura. De acordo com o levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), somente na produção agrícola, a estimativa é de um prejuízo de R$ 717,7 milhões, tendo como base a diferença entre a estimativa de produção de janeiro e a estimativa de maio.

A região, que é grande produtora de grãos, registrou perdas de R$ 358,7 milhões na produção de café arábica, de R$ 301,7 milhões na cultura do feijão, de R$ 45 milhões na produção de soja e de R$ 9,5 milhões no milho.

Também foram registradas perdas na produção de cana-de-açúcar (R$ 2,35 milhões), arroz (R$ 18,9 mil), mandioca (R$ 80,9 mil) e sorgo (R$ 142 mil).

Na bovinocultura de leite, a estimativa de perdas causadas pela escassez de chuvas alcançou R$ 71,5 milhões, levando em conta o período entre maio e outubro de 2017.
Já no gado de corte, os pecuaristas perderam R$ 134,3 milhões em 2017. As perdas diretas respondem pela maior parte do prejuízo, R$ 79,6 milhões. Nas perdas indiretas, que inclui a produtividade, o prejuízo está estimado em R$ 4,72 milhões. A morte das pastagens e a necessidade de replantio causaram danos de R$ 50 milhões.

O extensionista agropecuário da Emater-MG, escritório local de Paracatu, no Noroeste de Minas, Carlos Henrique da Silva, explica que na safra 2017/18 foram verificadas muitas perdas no milho e feijão safrinha, porque a falta de chuvas limitou a disponibilidade de água para a irrigação. Muitos produtores plantaram, mas as lavouras não se desenvolveram.

“Foram muitas as perdas na safra de milho e de sorgo, produtos que também são utilizados para a alimentação do gado de leite e de corte. Com as pastagens ruins, as atividades também foram impactadas. Na terceira safra de feijão, que é irrigada, a limitação de água fez com que a produtividade fosse reduzida e os produtores perderam muito”, explicou.

A cautela em relação à próxima safra existe. Apesar do período chuvoso na região se regularizar em novembro, as chuvas têm ficado bem abaixo da média histórica, o que deixa os produtores receosos.

“O produtor preparou o solo e está aguardando as chuvas para iniciar o plantio. Para a região, as chuvas se intensificam em novembro. O problema é que as precipitações estão abaixo da média histórica. A população do município está sofrendo muito com a falta de água até mesmo para abastecimento”, disse Silva.

Fonte: http://diariodocomercio.com.br

Reportagem:Michelle Valverde

Fotos:Mônica Dykstra

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