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Lideranças do estaduais da área de educação alinham candidaturas para 2018

Lideranças do estaduais da área de educação alinham candidaturas para 2018

Macaé Evaristo deixa a Secretaria de Educação em março para disputar vaga na Assembleia

Duas das maiores lideranças de esquerda ligadas aos movimentos da educação no Estado devem estar nas urnas este ano. Segundo fontes do PT, Macaé Evaristo, hoje secretária de Educação, e Beatriz Cerqueira, presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT), já teriam acertado suas candidaturas à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Em julho do ano passado, o Aparte publicou o impasse entre as petistas, que, a princípio, pleiteavam uma vaga à Câmara Federal. A celeuma havia sido criada, segundo interlocutores, por terem elas o mesmo público e base eleitoral – sindicatos da educação e servidores da área. Essa informação foi negada por Beatriz, que disse nunca ter pretendido ser candidata a deputada federal.

A questão, pelo que parece, ficou no passado. Quem disputará a vaga para Brasília será o deputado estadual Rogério Correia (PT), um dos grandes aliados de Beatriz dentro do partido. Outros dois parlamentares petistas – Ulysses Gomes e Paulo Guedes – também têm as mesmas pretensões de Correia. Com isso, foram abertas três vagas ocupadas pelo PT na Assembleia, que serão pleiteadas por Macaé Evaristo, Beatriz Cerqueira e Virgílio Guimarães.

Fontes petistas garantem que Macaé deixará o cargo na Secretaria de Educação até março. A chefia da pasta deverá ser ocupada pelo atual secretário adjunto de Educação, Wieland Silberchneider. “Macaé será a deputada mais votada de Minas”, aposta um interlocutor do partido. A secretária foi procurada ontem para comentar a possível candidatura, mas não retornou ao contato feito via celular.

Já sobre Beatriz Cerqueira, que também é presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), grupos do PT afirmam que sua candidatura deve ser anunciada somente em junho. Questionada sobre essa possibilidade, a sindicalista disse que uma possível candidatura não será decidida isoladamente. “Minha prioridade neste momento é continuar a fazer a luta que já estamos fazendo para impedir a aprovação da reforma da Previdência e outros retrocessos. E também a luta aqui no Estado para que o governo honre seu compromisso e pague o piso salarial (que a rede estadual ainda não recebe), além das demais questões dos acordos que ele assinou, e reverter os ataques que sofremos com o adiamento do ano letivo e o parcelamento do 13º salário, além de outras pautas nossas. O espaço em que estou hoje ou em que estarei amanhã não é decidido por mim, mas pela categoria, movimentos sociais e pelo movimento sindical”, respondeu Beatriz Cerqueira.

De dezembro para cá, a líder dos professores da rede estadual aumentou o tom e vem travando uma luta contra medidas adotadas pelo governo de Fernando Pimentel (PT). No mês passado, o Estado priorizou o pagamento do 13º salário para setores da segurança e saúde, parcelando o pagamento dos demais servidores, incluindo os professores, em quatro vezes, até abril. Outra resolução de Pimentel, que revoltou a categoria, foi ter alterado o início do ano escolar, previsto para dia 1º de fevereiro, para o próximo dia 15. 

(Angélica Diniz/Jornal o Tempo)

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